9.03.2014

LESBICAS TÊM MAIS ORGASMOS DIZ PESQUISA

Pesquisadores do Instituto Kinsey para Pesquisa sobre Sexo, Gênero e Reprodução da Universidade de Indiana, em Bloomington (EUA), descobriram que lésbicas têm orgasmos mais frequentemente que mulheres heterossexuais.

Eles analisaram as respostas de 2.850 solteiros estadunidenses em questionários online. Os homens, tanto homo quanto heterossexuais, foram os que relataram chegarem ao êxtase mais vezes. A pesquisa foi patrocinada pela empresa de namoro online Match.com, embora os participantes não sejam necessariamente usuários do site.

Os participantes tinham idades entre 21 e mais de 80 anos. Os homens relataram ter um orgasmo durante o sexo com um parceiro familiarizado com 22,2% mais freqüência do que as mulheres. Porém, mulheres lésbicas disseram ter alcançado o clímax durante o sexo com 13,1% mais freqüência do que as heterossexuais. Os resultados foram publicados no “Journal of Sexual Medicine”.

“Orgasmos femininos são menos previsíveis do que os de homens, e eles variam de acordo com orientação sexual, enquanto os dos homens, não”, diz o principal autor do pesquisa, Justin Garcia, professor de estudos de gênero da Universidade de Indiana.

Em 1966, Masters e Johnson, pioneiros da pesquisa sobre sexo, sugeriram que os homens heterossexuais poderiam aprender muito sobre fazer suas parceiras chegarem ao orgasmo com as lésbicas. Por isso, explica Garcia, a descoberta de seu estudo não foi nenhuma surpresa. “Ainda há padrões sexuais muito fortes nos Estados Unidos e eles chegam à cama”, disse ele, referindo-se à diferença do tabu da sexualidade quando comparados os diferentes gêneros e orientações sexuais.

Nicole Prause, que estuda o comportamento sexual humano na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, concorda que a duplicidade de critérios sexuais que favorecem o prazer masculino continuam a prevalecer. Porém, a cientista questionou a validade dos dados do estudo atual, pois acredita que as mulheres muitas vezes pensam que estão tendo um orgasmo quando, na verdade, não estão.

“Eu ficaria chocada se elas não estivessem fazendo uma contagem exagerada”, garantiu Prause, que não estava envolvida no estudo. “Eu não acho que elas estão mentindo”, pondera. “Acho que realmente acreditam que estão tendo um orgasmo. Se elas estão se divertindo, continuem se divertindo. Mas há uma questão científica que não foi abordada”.

Quando homens e mulheres atingem o orgasmo, têm de oito a 12 contrações mensuráveis​​, explica a pesquisadora. Mas este fator não foi mensurado pelos autores. “Como é que as mulheres aprendem o que é um orgasmo? Seus pais não falam com você sobre isso. Onde é que você aprendeu? Eu não sei. Talvez elas estejam relatando orgasmos quando estão apenas tendo uma sensação de prazer”.

Os autores do estudo atual dizem que há uma escassez de dados sobre as taxas de orgasmo com base em orientações sexuais. No novo estudo, homens solteiros relataram ter orgasmo durante o sexo com um parceiro conhecido, em média, 85,1% das vezes, enquanto para as mulheres os números foram de 62,9%. As respostas excluem “ficadas” com desconhecidos.

“Sabemos que, em ficadas, quando homens e mulheres não conhecem os seus parceiros, as taxas de orgasmo são menores”, diz Garcia, acrescentando que as taxas de orgasmo são maiores em homens e mulheres em relacionamentos sérios.

Seus dados mostraram quase nenhuma diferença entre a freqüência do orgasmo relatado por homens heterossexuais e homossexuais – 85,5% e 84,7%, respectivamente. Já as mulheres heterossexuais disseram passarem pela experiência 61,6% das vezes, enquanto os números das mulheres homossexuais chegam a 74,7%.

Para Garcia, a descoberta surpreendente está entre os homens e mulheres bissexuais. Em comparação com outros homens, homens bissexuais relataram uma taxa de orgasmo menor, embora não de forma significativa, de 77,6%. Mulheres bissexuais também relataram uma taxa mais baixa – 58% – do que outras mulheres. A razão para tais índices “permanece incerta”, afirma Garcia. Segundo ele, os dados reforçam a necessidade de obter mais informações sobre a saúde de minorias sexuais. [Reuters]

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