3.13.2013

EVA E GIDEON

TRECHO DO LIVRO PROFUNDAMENTE SUA
de Sylvia Day

"...Houve uma longa pausa, preenchida apenas por sua respiração. Senti que ele estava tentando conter seus sentimentos, e me perguntei que sentimentos eram aqueles, por que ele parecia estar tão dividido.

Gideon liberou a tensão expirando profundamente.
“Do que você precisa,Eva?”
“De você... nas alturas.”
Ele deslizou as mãos até meus ombros e os apertou, depois acariciou meus
braços. Seus dedos se juntaram aos meus e ele colou sua testa à minha. “De onde vem essa sua vontade de transar em veículos em movimento?”
“Quero você do jeito que for”, respondi, repetindo algo que certa vez ele
mesmo disse para mim. “E só vou poder fazer isso de novo no fim de semana
que vem, por causa do meu período menstrual.”
“Porra.”
“É agora ou nunca.”

Ele apanhou o paletó, enrolou-me nele e me levou para uma cabine
fechada.“Nossa.” Minhas mãos agarravam com força o lençol e minhas costas se arqueavam enquanto Gideon mantinha meus quadris colados à cama e passava a língua pelo meu clitóris. Minha pele estava coberta por uma fina camada de suor e minha visão embaçou quando meu ventre se contraiu violentamente à espera do orgasmo. Minha pulsação estava acelerada, em compasso com o ruído constante das turbinas do jato.

Eu já tinha gozado duas vezes, com a visão da sua cabeleira negra no meio
das minhas pernas aliada à sua língua perversamente habilidosa. Minha calcinha tinha sido literalmente destruída, enquanto ele permanecia totalmente vestido.“Estou pronta.” Passei os dedos pelos cabelos dele, sentindo-os úmidos nas raízes. Gideon estava lutando para se conter. Ele era sempre muito atencioso comigo, esperava que eu estivesse bem quentinha e molhada antes de enfiar seu pau enorme em mim.

“Sou eu quem vai dizer quando você está pronta.”
“Quero você dentro de mim...” O avião começou a balançar de repente, e
depois a descer, fazendo-me flutuar, tendo como único ponto de contato a boca dele. “Gideon!”

Estremeci toda com mais um orgasmo. Meu corpo se contorcia de vontade
de senti-lo dentro de mim. Apesar da pulsação acelerada rugindo no meu
ouvido, consegui escutar uma voz fazendo um anúncio pelo sistema de altofalantes,mas não consegui registrar as palavras.
“Você está bem sensível agora.” Ele levantou a cabeça e passou a língua
pelos lábios. “Está gozando feito uma louca.”
Suspirei. “Gozaria ainda mais com você dentro de mim.”
“Vou me lembrar disso.”
“Tudo bem se eu ficar meio dolorida hoje”, argumentei. “Vou ter vários dias pra me recuperar.”

Uma faísca se acendeu no fundo dos olhos de Gideon. Ele se levantou.
“Não, Eva.”
Meu barato pós-orgasmo se desfez diante da seriedade de seu tom de voz.
Apoiei-me sobre os cotovelos e vi que ele se despia com movimentos rápidos e econômicos. “A escolha é minha”, relembrei.

Gideon já tinha tirado o colete, a gravata e as abotoaduras. Seu tom de voz foi quase imparcial quando ele perguntou: “Você quer mesmo fazer esse
joguinho?”.
“Se for preciso.”
“Vai ser preciso muito mais que isso pra eu querer machucar você.” A calça e a camisa ele tirou mais devagar, num striptease muito mais sedutor que o meu.
“Para nós, a dor e o prazer são coisas inconciliáveis.”
“Eu não quis dizer que...”
“Eu sei o que você quis dizer.” Ele abaixou a cueca, ajoelhou-se na cama e se arrastou até mim como um grande felino espreitando sua caça. “Você quer o meu pau na sua boceta. E diria o que fosse preciso pra conseguir isso.”
“Sim.”
Ele se posicionou em cima de mim. Seus cabelos caíram como uma cortina
sobre seu rosto, e seu corpo se impôs como uma sombra sobre o meu.

Baixando a cabeça, ele levou sua boca até a minha e me lambeu de leve com a ponta da língua.
“Você está aflita. Está se sentindo vazia sem ele.”
“É isso mesmo.” Agarrei seus quadris, inclinando-me para cima a fim de
sentir seu corpo junto ao meu. O momento do sexo é quando nos sentimos mais próximos, e eu precisava daquela proximidade, precisava garantir que estava tudo bem entre nós antes de passar o fim de semana sem ele.

Ele se encaixou no meio das minhas pernas. Sua ereção quente e rígida
provocava meus lábios. “Sei que dói um pouco quando enfio tudo de uma vez, mas não tem muito jeito... sua boceta é apertadinha, e morro de tesão por você.

Às vezes perco o controle e meto com força, mas não dá pra evitar. Só não me peça pra machucar você deliberadamente. Isso eu não consigo.”
“Quero você”, sussurrei, esfregando-me sem nenhuma vergonha no pau
dele.
“Ainda não.” Ele remexeu os quadris para me deixar alinhada à cabeça do
seu pênis, e depois foi entrando devagarinho, alargando-me e preparando-me, só com a pontinha. Eu estremeci — meu corpo ainda resistia. “Você não está pronta.”
“Me fode. Por favor... me fode!”

Ele deslizou uma das mãos pelo meu corpo e segurou meus quadris, detendo
minhas tentativas desesperadas de colocá-lo para dentro. “Você não está
pronta.”

Tentei me libertar do seu aperto. Minhas unhas se cravaram nos músculos
rígidos do traseiro dele e o puxei para mim. Não me importava que fosse doer.
Se não o sentisse dentro do meu corpo eu ia enlouquecer. “Me come.”
Gideon passou a mão pelos meus cabelos e os agarrou para me manter
imóvel. “Olhe pra mim.”
“Gideon!”
“Olhe pra mim.”
Fiquei paralisada ao seu comando. Eu o encarei, mas minha frustração foi
se desfazendo à medida que uma lenta e gradual transformação ocorria em seu rosto.
Suas feições se contorceram, como se ele estivesse sentindo dor. Ele franziu a testa. Seus lábios se separaram com um gemido e seu corpo começou a subir e descer. Os músculos de seu queixo começaram a vibrar em um espasmo violento. Sua pele esquentou e seu calor se espalhou por mim. Mas o que me deixou mais impressionada foram seus olhos azuis penetrantes e a inconfundível vulnerabilidade que exalavam.

Meu coração disparou quando notei essa mudança em seu rosto. O colchão
balançou quando ele apoiou o peso do corpo nos pés e...
“Eva.” Ele deu uma estocada e começou a gozar, soltando um jorro quente
dentro de mim. Seu rugido de prazer reverberava pelo meu corpo, seu pau
deslizava em meio à corrente de sêmen que fez brotar dentro de mim.
“Ah...
Nossa.”
Durante todo esse tempo ele não tirou os olhos de mim, mostrando abertamente seu rosto, quando o habitual era enterrá-lo no meu pescoço. Vi aquilo que gostaria de ver... o fato que ele queria provar...
Não havia distância nenhuma entre nós.

Remexendo os quadris, Gideon despejou o restante do seu orgasmo,
esvaziando-se dentro de mim, deixando-me lubrificada a ponto de não haver
nenhuma dor ou resistência. Ele soltou meus quadris e permitiu que eu me
movesse ao seu encontro, estimulando meu clitóris para poder gozar também.

Com os olhos grudados nos meus, procurou meus punhos com as mãos. Com
um único movimento, jogou meus braços para cima da minha cabeça,
prendendo-me.
Colada ao colchão pela força de suas mãos, seu peso e sua ereção implacável,eu estava completamente à mercê dele. Gideon retomou as estocadas,deslizando pelas paredes trêmulas da minha boceta com seu pau enorme.

Dominando-me. Possuindo-me.

“Crossfire”, ele sussurrou, relembrando a palavra de segurança caso fosse
necessário.
Gemi quando minha boceta irrompeu em clímax, apertando, espremendo e
ordenhando avidamente o pau dele.
“Está sentindo?” A língua de Gideon circundava minha orelha, e sua respiração esquentava o que já estava úmido. “Estou literalmente na sua. Cadê a distância agora, meu anjo?”

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